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Arte Urbana e Street Art foram temas da formação específica dos Jovens Monitores Culturais do Museu da Cidade e Arquivo Histórico

Com o objetivo de promover o debate sobre a arte urbana, mais especificamente abordar a prática em exposições no âmbito da street art, o artista Enerre esteve na Ação Educativa, na segunda feira (05/01), trazendo um pouco de sua experiência com o graffiti.

Durante a formação, Enerre tratou de temas como a afirmação da arte urbana e da street art e a formação do artista. Para ele, ser tema de livros e filmes ajudaram muito a street art a se afirmar. “Tem gente que vai para a faculdade achando que vai fazer graffiti, que faz cursos achando que vai fazer graffiti. Tem que desenvolver primeiro sua intelectualidade para poder ser artista, e não só dominar a técnica. Graffiti é só uma porta de entrada para uma infinidade de coisas”, opina.

Muitos jovens perguntaram sobre como o artista vê o graffiti no espaço do museu e se a atuação de Enerre na rua e neste espaço é diferente. “Se, por um lado, me sinto realizado, por outro sinto que não é aquilo que eu faço. Mas se posso estar lá dentro, eu posso desenvolver algo que também me satisfaça”.

Enerre fala sobre sua trajetória relacionada ao graffiti e à arte urbana
Enerre fala sobre sua trajetória relacionada ao graffiti e à arte urbana

No final do encontro, todos os jovens e Enerre foram convidados a visitar a exposição de graffiti realizada no Espaço Cultural Periferia no Centro, localizado na Ação Educativa. Enerre, que foi um dos curadores desta exposição, explicou aos Jovens Monitores o processo de uma curadoria de eventos e contou um pouco sobre a elaboração de cada quadro.

O encontro com Enerre foi fundamental para compreender esta relação complicada entre a street art nas ruas e a que está dentro de museus e espaços culturais. “Intervenção urbana é qualquer coisa que você faz na rua. Eu acredito que só existe graffiti na rua”, conclui Enerre.

Enerre e Jovens Monitores Culturais visitam exposição no Espaço Cultural Periferia no Centro
Enerre e Jovens Monitores Culturais visitam exposição no Espaço Cultural Periferia no Centro