Formação teórica geral

Jovens Monitores ‘embarcam’ na próxima estação formativa

Evento ainda apresentou avaliação das formações em linguagens em comunicação

No dia 19 de fevereiro o Programa Jovem Monitor Cultural realizou um encontro com todos os jovens no Centro Cultural São Paulo. Além de apresentar informações sobre as avaliações das estações formativas anteriores e apresentar a nova estação formativa, a equipe programou um momento repleto de arte e cultura.

Equipe CIEDS, responsável pela realização junto com a Secretaria Municipal de Cultura, apresenta resultados das avaliações feitas pelos jovens
Equipe CIEDS, responsável pela realização do Programa junto com à Secretaria Municipal de Cultura, apresenta resultados das avaliações feitas pelos jovens

As formações realizadas entre novembro e dezembro, que abordaram questões de raça e etnia, formação em gênero, alinhamento de conceitos teóricos e práticos das formações do Programa, as visitas técnicas por equipamentos de cultura de São Paulo e o encontro de finalização de 2017 tiveram 81% de avaliações da metodologia como boa ou muito boa.

A última estação formativa, que ofereceu capacitação em diversas linguagens em comunicação, também foi muito bem avaliada pelos jovens. A oficina de stencil teve 95% das avaliações dos jovens como boa ou muito boa. A de fotografia 76%. A de rádio e de lambe-lambe tiveram 93% de boa e muito boa.

A próxima estação formativa prevê, na formação teórica, a ampliação de repertório dos jovens; na atuação prática, o desenvolvimento de habilidades dos jovens para ampliar a relação do equipamento com os territórios, ampliar o engajamento social e aprimorar o plano de formação prática, prevista no marco regulatório.

As grandes atrações do encontro formativo ficaram por conta das apresentações dos jovens e do grupo Vila Sossego.

Por Rafael Biazão

Jovens Monitores desenvolvem habilidades em linguagens de comunicação

Processo formativo apresentou diversas formas para melhorar a atuação dos jovens nos equipamentos

Diversos formatos de comunicação são utilizados como formas de expressão cultural. Pensando nisso, o Programa Jovem Monitor Cultural ofereceu formações em lambe-lambe, rádio, fotografia e Stencil Art. 

As formações iniciaram em janeiro de 2018, em virtude da comemoração dos 464 anos da cidade de São Paulo, e em razão de nosso plano pedagógico prever conteúdos relacionados a capacidade dos jovens de se apropriar e de se expressar por meio de diferentes linguagens. “O objetivo é que, por meio dessa aproximação, os jovens possam intervir no espaço urbano de modo a se apropriar e se expressar”, afirma Marcia Giupatto, responsável pela assessoria pedagógica pelo CIEDS, organização responsável pela realização do Programa Jovem Monitor Cultural.

Oficina de stencil
Oficina de stencil

A Jovem Monitora Luiza da Luiza da Costa Rodrigues, que atua no Centro Municipal de Culturas Negras do Jabaquara – Mãe Sylvia de Oxalá, afirma ter gostado da oficina de rádio. “Pudemos colocar em prática as linguagens artísticas que aprendemos nas formações. Apareceram outras habilidades dos jovens monitores que podem ser utilizadas na prática, nos equipamentos”, declara.

Já Lucas Matias, da Escola Municipal de Iniciação Artística, destacou a importância da oficina de stencil art, definida por ele como uma representação artístico-cultural característica dos grandes centros urbanos. “Foram, ainda, explorados conceitos correlatos ao grafite, picho e a dualidade reverberada pela opinião pública, concernente à caracterização como ato de vandalismo ou livre manifestação do pensamento, intrínsecas a estas linguagens”, conta. Lucas ainda destaca como ponto alto da oficina a experimentação prática, que foi a intervenção nos muros da cidade.

Lambe-lambe que foi colocado na Rua 24 de Maio, atendendo a expectativa de intervenção com a cidade
Lambe-lambe que foi colocado na Rua 24 de Maio, atendendo a expectativa de intervenção com a cidade

A Deisy Cardoso, do Centro Cultural Grajaú, contou que a oficina de lambe-lambe foi interessante para a quebra de barreiras e de preconceitos com a arte. “Achei bem bacana. A gente conversou sobre a diferença entre pichação e grafite e depois fizemos uma atividade em que criamos algumas artes e fomos para as ruas. Tinha uma pessoa na equipe que tinha certo preconceito e foi legal que ela se viu do outro lado, de quem está fazendo a arte. Nunca tinha pego em um spray de tinta e foi uma experiência boa”, revela.

A Thais Chaves, da Casa de Cultura Municipal de Guaianases, contou que a experiência com a oficina de fotografia não poderia ter sido melhor. “Contribuiu para o meu aprendizado em fotografia, como pessoa, cidadã e Jovem Monitora Cultural. Posso aplicar o que aprendi na minha prática no programa. Obrigada ao CIEDS por essa formação que foi uma das melhores que já tivemos até hoje”, agradeceu. Thais ainda destacou que os jovens foram desafiados a desenvolver um novo olhar para a cidade e, com a técnica aprendida na oficina, produziram fotos incríveis.

Segunda a coordenadora do Programa Jovem Monitor Cultural, Liduina Lins, com essas oficinas, era esperado justamente o engajamento de modo que as oficinas aperfeiçoassem os conhecimentos e técnicas de linguagens, e que fosse possível desenvolver novas habilidades, encarando a aprendizagem como processo de colaboração, respeito, de escuta aos pares e de troca de conhecimentos, e que isso pudesse ser levado pelos Jovens Monitores para os equipamentos em que atuam.

Por Rafael Biazão

Oficina de Marchetaria valoriza habilidades individuais e o trabalho coletivo
Oficina aprimora diversas características necessárias para uma melhor atuação em equipamentos públicos
Oficina aprimora diversas características necessárias para uma melhor atuação em equipamentos públicos

Se você concorda que o final é mais valioso quando o processo é prazeroso, você iria adorar a vivência de marchetaria, oferecida aos jovens monitores culturais. Ao longo de um processo criativo individualizado, a oficina consegue incorporar todas as iniciativas dos participantes no produto final. “Nesta proposta, além de resultados estéticos, valorizamos o processo onde a arte é reconhecida como um estado de encontro”, explica o artista plástico Danilo Blanco, que conduz o encontro.

A marchetaria é a arte ou técnica de criação em superfícies planas, utilizando peças de madeira de cores contrastantes que, após cortadas, são devidamente embutidas ou coladas lado a lado, formando desenhos variados e verdadeiras obras de arte.

A vivência artística oferecida aos jovens monitores faz parte do projeto “Entorno de Nós”. Trata-se de uma ação de arte colaborativa que envolve mais de 700 alunos de escolas públicas de São Paulo, que encerra seu ciclo produtivo com a instalação de um mural na estação Palmeiras – Barra Funda da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitano). A oficina é desenvolvida pela Secretaria Municipal de Cultura.

Para os jovens monitores, a oficina aprimora diversas características necessárias para uma melhor atuação em equipamentos públicos, ao promover a importância do trabalho coletivo, as habilidades de cada indivíduo e a valorização nos processos de cada atividade cultural desenvolvida nos equipamentos onde atuam. “Iremos valorizar não só a capacidade artística do jovem, mas as relações sociais construídas em grupo”, garante Danilo.

Por Toni Cavalcanti e Rafael Biazão.

Encerramento de 2017 com celebração pelo direito à expressão cultural
Jovens Monitores realizam cortejo da Galeria Olido até o Largo do Paissandú
Jovens Monitores realizam cortejo da Galeria Olido até o Largo do Paissandú

O Programa Jovem Monitor Cultural (PJMC) fechou suas atividades do ano de 2017 com chave de ouro. Ou melhor, com cortejo de Maracatu. No dia 18 de dezembro, o PJMC encerrou mais um ciclo promovendo e difundindo cultura aos jovens monitores do programa. Na Galeria Olido, localizada no centro de São Paulo, eles se reuniram para debater e festejar pela última vez no ano. O encerramento ficou por conta grupo Maracatú Baque Atitude.

A tarde iníciou com as apresentações da Drag Queen Luna (realizada pelo jovem monitor José Henrique) da cantora Sistah Mari, da instrumentista Stéfanie Santos e do artista Gabriel. Após os shows, os jovens assistiram a palestra da educadora Anabela Gonçalves, sobre a temática de gênero, e participaram da oficina do educador Vicente Góes, psicólogo e coordenador pedagógico da Escola de Jornalismo da Agência Énois, que, por meio da metáfora do formigueiro, trouxe conceitos de crença e modelos mentais.

O ápice da programação foi encerramento do dia. Um cortejo da Galeria Olido até o Largo do Paissandú, com maracatu promovido pelo grupo Baque Atitude, no entorno da igreja de Nossa Senhora do Rosários dos Homens Pretos. No espaço, que é conhecido como um lugar de resistência da população negra na cidade, os jovens fizeram uma roda, com todos de mãos dadas, para celebrar a essência do PJMC: o direito à expressão cultural.  

“As pessoas não sabem como funciona a administração pública, mas aqui (no PJMC) a gente passa a ter uma consciência mais plena, ocupando esses espaços. Estamos trabalho em pró de um projeto comum. Espero que esse programa nunca acabe”, afirmou Acácio Henrique Batista, que atual na Coordenação de Centros Culturais e Teatros.

O Programa é de realização da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo em parceria com o CIEDS, e visa proporcionar aos jovens formação e experimentação em gestão cultural. 

Por Toni Cavalcanti e Rafael Biazão

Programa Jovem Monitor Cultural em 2017 e novidade para 2018

Vamos fazer juntos? Essa foi a proposta da gestão aos participantes do Programa Jovem Monitor/a Cultural. Em um balanço dos cinco meses da nova turma, pode-se afirmar que foi um período com muitos desafios, mas também de escuta qualificada e de trabalho em grupo, com objetivo de fazer do Programa uma política pública inclusiva, feita de fato pelos jovens da cidade de São Paulo.

No evento de lançamento, realizado no dia 8 de agosto, no Cine Olido, os jovens selecionados e os gestores dos 96 equipamentos públicos de cultura que participam do Programa receberam as boas-vindas da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, da equipe de Coordenação do Programa e do CIEDS.

O encontro reuniu 220 jovens, contemplando e garantindo a pluralidade, os aspectos de gênero, raça/etnia e sócio-econômico. Eles chegaram, no Cine Olido, animados para receber as boas-vindas do Programa Jovem Monitor Cultural, que tem como objetivo oferecer formação e experimentação profissional em gestão cultural.

Após o evento oficial de início da nova turma, a nova equipe gestora se reuniu com os gestores dos equipamentos públicos para ouvir quais eram os pontos de atenção que poderiam ser melhorados. A principal questão foi o alinhamento entre formação teórica e prática e como isso impacta na relação entre gestores e jovens e na atuação dos mesmos nos equipamentos.

Além de uma adaptação no processo formativo, diversas estratégias foram tomadas para alinhar a formação teórica com os gestores dos equipamentos, para que estes estivessem preparados para potencializar a participação dos jovens.

Outra estratégia, foi a criação de um formulário de avaliação, para que a equipe gestora possa monitorar, a partir da visão dos jovens, dos gestores e dos supervisores de campo, a relação dos atores envolvidos na realização do Programa.

Avaliação do Programa Jovem Monitor Cultural agora na palma da mão.
Avaliação do Programa Jovem Monitor Cultural agora na palma da mão.

Pensando em uma questão de sustentabilidade e praticidade, este formulário terá uma novidade para o ano de 2018. Agora a avaliação e monitoramento será feita por meio de um aplicativo. Disponível para aparelhos android, gestores e jovens terão na palma da mão a possibilidade de preencher, mediante cadastro, avaliações sobre a atuação nos equipamentos e relacionamento com suas respectivas equipes. O aplicativo já está disponível para download pela play store. O formulário também pode ser preenchido direto por um navegador web, sendo acessado por aparelhos smartphones, tablets ou computadores.

Outra novidade na turma de 2017 ficou por conta do processo formativo. Com encontros gerais e encontros regionais, o Programa conseguiu uma escuta mais qualificada. Escuta essa que identificou a vontade dos jovens em trabalhar temas específicos durante as formações. Para atender esta vontade, foi aberto espaço para a realização de grupos de trabalhos.

Os temas abordados nos GTs são: Feminismo, preconceito de raça e gênero e estereótipos sociais; Formação PJMC; Políticas públicas culturais; Política de redução de danos; Manifestações indígenas e quilombolas; e Diversidade sexual, gênero e suas expressões artístico-culturais.

E para 2018 vai ter muito mais. Muita mais participação e construção coletiva de uma política pública inclusiva, que ouve o jovem e cria redes para prosperidade da cultura na cidade de São Paulo.

Por Rafael Biazão

Formação humana e cidadã no Programa Jovem Monitor Cultural
Jovens Monitores discutem números de jovens negros assassinados na cidade de São Paulo
Jovens Monitores discutem números de jovens negros assassinados na cidade de São Paulo

Propor formação autônoma e cidadã aos jovens. Esse é um dos diferenciais do Programa Jovem Monitor/a Cultural (PJMC), que oferece formação e experimentação profissional em gestão cultural para as juventudes, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC) da Prefeitura de São Paulo em parceria com o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS).

Os 220 jovens, além de atuar em um dos 96 equipamentos públicos de cultura espalhados pela cidade de São Paulo, participam de uma vasta programação de formação. Desde 2008, o foco do PJMC é a formação para a atuação em equipamentos culturais (Bibliotecas, Teatros, Casas e Centros Culturais) da cidade de São Paulo.

Integrado ao processo de formação, foram criados os Grupos de Trabalho (GT), que vêm sendo fundamental para a formação mais humana e cidadã dessas jovens, que têm liberdade de se dividirem para discutir temas complementares ao cronograma oficial do Jovem Monitor.

“Acho os GTs essências no programa porque conseguimos ser protagonistas. Falamos o que precisamos, queremos e discutimos como podemos melhorar na nossa cidade”, afirma Acácio Henrique Batista, 26 anos, jovem monitor que atua na Coordenação de Centros Culturais e Teatros, na Galeria Olido, no centro de São Paulo.

As temáticas a serem desenvolvidas nos GT’s, ao longo das estações formativas, escolhidos pelos próprios participantes do programa, demonstram a inquietude de uma juventude com sede de transformação social.

“A gente entra sem saber como funciona a administração pública e logo começamos a adquirir uma consciência plena do papel social que ocupamos. Trabalhamos juntos em prol de um projeto comum e isso é muito legal”, assegura Acácio.

Os demais temas abordados nos GTs são: Feminismo, preconceito de raça e gênero e estereótipos sociais; Formação PJMC; Políticas públicas culturais; Política de redução de danos; Manifestações indígenas e quilombolas; e Diversidade sexual, gênero e suas expressões artístico-culturais. “Logo percebemos jovens com claro potencial de relevância social e cultural nos grupos”, garante Márcia Giupatto, responsável pela assessoria pedagógica pelo CIEDS.

Os jovens também contam com uma equipe de educadores e agentes de campo que colaboram com a formação e que integram teoria e prática.

Por Toni Cavalcante e Rafael Biazão

INFORME: PROCESSO SELETIVO – PROGRAMA JOVEM MONITOR CULTURAL  

Inscrições superam as expectativas e aumentam em mais de 400%

27 de janeiro de 2017

A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) recebeu inscrições para o programa Jovem Monitor Cultural 2017 entre 23 de dezembro de 2016 e 23 de janeiro de 2017. Trata-se de um programa fundamental para a SMC, considerado referência na formação de jovens para a área cultural.

Neste período, foram recebidas 44 mil inscrições de jovens entre 18 e 29 anos para atuar em vários setores da SMC. A título de comparação, em 2016, foram recebidas oito mil inscrições. Com este número bastante significativo de inscritos, o nosso fluxo de trabalho para a análise precisará ser adaptado, de forma a atender amplamente aos critérios de seleção, entre eles, a pluralidade. Este cuidado é essencial para que o grupo de jovens selecionados para participar uma das principais políticas públicas de cultura e juventude da cidade de São Paulo reflita a sua essência.

O cronograma do edital indica que o resultado da primeira análise sairia a partir do dia 26 de janeiro. Estamos trabalhando para divulgar esta relação dos jovens selecionados para a segunda fase o quanto antes. Para mais informações, acompanhe o Diário Oficial da Cidade de São Paulo, além do site da SMC (www.prefeitura.sp.gov.br/cultura) e do programa (www.jovemmonitorcultural.prefeitura.sp.gov.br), e também as redes sociais oficiais.

Foto: "Nuânsias" - Dayane Fernandes
Com lançamento de livro e abertura de exposição, Jovem Monitor/a Cultural apresenta produções realizadas no programa

Como resultado do processo formativo do Programa Jovem Monitor/a Cultural, nesta quarta-feira, dia 14, a Ação Educativa fará a abertura da exposição “Manas & Monas” e lançará o livro “leve-se”.

“Manas & Monas” é fruto do trabalho do eixo LGBT do LabCult, Laboratório de Experimentações Culturais”, promovido pelo Programa Jovem Monitor/a Cultural em parceria com a Ação Educativa. A exposição, que ficará até final de janeiro na Ação Educativa, conta com dois ensaios produzidos pelos próprios jovens monitores/as. “Afetar” apresenta a afetividade LGBT em espaços marcados por violência e agressões a esta comunidade e “Nuânsias” questiona as representações de gênero expressas pelo corpo.

Um vídeo também foi produzido pelo grupo durante o processo artístico do ensaio “Afetar”. Durante dois meses, foi feito um mapeamento pelo centro de São Paulo dos locais em que gays, lésbicas, bissexuais e transexuais foram vítimas de agressões. A partir desse levantamento, o grupo se mobilizou para ir até esses pontos e demonstrar afeto numa forma de resistência. O vídeo, que tem direção de Beatriz Zilberman, percorre esses pontos dando outro significado a esses locais.

Para a fotógrafa Dayane Fernandes, agente de formação que acompanhou o grupo, um dos objetivos do ensaio é mostrar outras formas de existência. “Não desejamos ser vistas somente como vítimas da sociedade, também somos agentes de transformação e revolução. Desse modo, acreditamos que a nossa luta não é somente composta de dores e sofrimento, mas principalmente de amor”.

Assista o vídeo “Afetar” no Youtube. 

“leve-se” é um livro que reúne poemas, crônicas, lambes e fotografias produzidos pelos/as jovens monitores/as ao longo do ano. A publicação apresenta novos artistas de maneira sensível, fazendo um percurso pela identidade, o coletivo, afetos e diferentes pontos de vista sobre o processo artístico das obras publicadas no livro.

Responsável pela organização da publicação, Aline Ramos conta que o livro apresenta a literatura de uma forma não óbvia. “É nítida a influência da literatura periférica nos textos apresentados, isso é fruto das formações que a Ação Educativa propõe dentro do Programa Jovem Monitor/a Cultural”. Outro destaque são os lambes que dialogam com os textos. “Estou completamente apaixonada pelas imagens do livro. O lambe tem esse poder de nos encantar imageticamente, mas de também apresentar uma outra literatura”, finaliza.

Os lançamentos contarão, ainda, com uma mesa redonda com a poeta Patrícia Cândido e a filósofa Luiza Coppieters, figuras que marcaram tanto a exposição “Manas & Monas”, como o livro “leve-se”. O evento terá transmissão online, para acompanhar, acesse o site da Ação Educativa.

SERVIÇO

Lançamento “leve-se” e abertura da exposição “Manas & Monas”
Data: 14/12
Horário: 19h às 22h
Local: Ação Educativa (Rua General Jardim, 660, Vila Buarque – São Paulo, SP)
Transmissão ao vivo: www.acaoeducativa.org/aovivo
Entrada Gratuita

Nova edição de livro com produções artísticas de jovens monitores/as culturais de SP será lançada pelo Instituto Pólis

Através da criação artística, jovens fazedores e fazedoras de cultura na cidade de São Paulo evidenciam a pluralidade da condição juvenil a partir de suas identidades, realidades e vivências. São fotos, poemas, prosas, imagens, pinturas, desenhos e outras diversas expressões que compõem a segunda edição de “Escritos e Imaginários”, que será lançada na próxima sexta-feira, dia 11 de novembro, às 19h, no Espaço de Exposição do Centro Cultural Galeria Olido, em São Paulo.

Além do lançamento da segunda edição – que será distribuída gratuitamente -, o evento contará com um sarau protagonizado por esses/as próprios/as jovens, onde serão apresentadas poesias e expressões musicais.

Com a coordenação editorial de Hamilton Faria, Valmir de Souza e Wanda Martins, a publicação é composta de produções culturais de jovens participantes do Programa Jovem Monitor/a Cultural (PJMC) da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, sob a coordenação do Instituto Pólis ao longo dos anos 2015 e 2016.

“O livro traz visões de autores/as e artistas jovens, constituído de obras criativas que falam de vivências, experiências e reflexões, com textos e imagens que abordam as condições existenciais e sociais do ser jovem numa grande metrópole”, comenta Valmir de Souza, assessor de formação do PJMC pelo Instituto Pólis.

O livro é composto por duas partes: na primeira parte, jovens escritores/as se apresentam com suas próprias palavras, em escritos inéditos. Na segunda parte, o livro traz imagens, desenhos e fotografias produzidas ao longo de um ano. São criações ecléticas, de variados tons e temas.

A jovem monitora cultural Beatriz Andrade, de 22 anos, atuante no Centro Cultural da Penha, encara o livro como um dos muitos frutos que o Programa Jovem Monitor/a Cultural lhe proporcionou. “O poder de transformação que essa política pública tem vai muito além do lançamento [do livro]. Mudou a minha vida pra melhor. Me encontrei, floresci e iniciei a caminhada de partilhar conhecimentos. É um presente ter feito parte disso. Que muitas e muitos possam vivenciar essa experiência”.

Primeira edição

A primeira edição da coletânea “Escritos e Imaginários” foi lançada no dia 17 de junho no Centro Cultural Galeria Olido com a presença da secretária municipal de cultura de São Paulo, Maria do Rosário Ramalho. Mais de 100 pessoas participaram do sarau e dos pocket shows dos/as ex-monitores/as culturais Uiu Lopes (banda Barato Total), Mirna Neit Félix (banda Café com Pinga), o rapper Muringa DSP, além da discotecagem de Ju Mineira, integrante do projeto Ferro na Boneca. O livro pode ser baixado gratuitamente aqui.

Sobre o Programa Jovem Monitor/a Cultural

Criado pela Lei Municipal 14.968/09 e o Decreto Municipal 51.121/09, o Programa Jovem Monitor/a Cultural (PJMC) visa a formação teórica e prática de jovens entre 18 e 29 anos que atuam no atendimento, produção e difusão da cultura municipal em equipamentos culturais da cidade de São Paulo.

O programa é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo e é desenvolvido através de gestão compartilhada com o Instituto Pólis e a Ação Educativa. O Pólis realiza a formação teórica de jovens monitores/as que atuam em casas de cultura, centros culturais, teatros distritais, Cidadania Cultural e gabinete da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo. A Ação Educativa realiza a formação teórica de jovens monitores/as que atuam nos centros culturais, nas bibliotecas municipais, no Museu da Cidade e no Arquivo Histórico.

O Programa tem a duração de um ano e conta com formações teóricas às segundas-feiras e formações práticas nos equipamentos culturais durante a semana, acompanhados por agentes de formação in loco.

SERVIÇO:

Lançamento da segunda edição do livro “Escritos e Imaginários”
Data: 11/11/2016 (sexta-feira)
Horário: 19h00 às 21h30
Local: Espaço de Exposição – Centro Cultural Galeria Olido (Avenida São João, 473 – Centro)

 

Protagonismo em movimento: jovens elaboram propostas para transformar a educação da cidade de São Paulo

Jovens monitores/as conduzem grupos de estudantes em imersão sobre intolerância e sistema educacional brasileiro no CEU Cidade Dutra

por Helisa Ignácio

O Programa Jovem Monitor/a Cultural foi convidado, por meio da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria da Pessoa com Deficiência, a participar do Scholas Cidadania, projeto argentino que mobiliza estudantes de diversas escolas privadas e públicas das mais variadas vertentes e localidades sobre um tema do cotidiano dos alunos. Os estudantes paulistas levantaram a Intolerância – racial, gênero, religiosa e social e o Sistema Educacional e seus desafios na cidade de São Paulo como temas essenciais para pensarem propostas.

A semana de imersão contemplou atividades diversas, com variadas linguagens e vivências. O tom do trabalho realizado pelos 300 estudantes, 28 jovens monitores/as culturais e demais facilitadores foi, definitivamente, a diversidade. Se, até então, os encontros que aconteceram no CEU Cidade Dutra em outubro pareciam impensáveis, somente por meio deles que foi possível pensar em transformação para as escolas da cidade de São Paulo.


No primeiro dia, os estudantes construíram a Árvore das Causas, por meio da qual refletiram sobre as problemáticas escolhidas, considerando suas possíveis causas e consequências e, assim, elaboraram hipóteses para trabalharem. O dia seguinte foi para que investigassem mais a fundo tudo o que havia sido levantado: além das pesquisas, elaboraram os instrumentos de coleta de dados e as perguntas para os especialistas com quem conversariam.

No terceiro dia, os alunos puderam buscar mais a fundo os dados sobre as suas temáticas: os grupos se dividiram para ir a campo fazer as entrevistas, bem como para participar das rodas de conversa com especialistas.  Qualidade e infraestrutura educacionais, estatísticas da educação formal, bullying e cyberbullying, acessibilidade, negritude e violência, questão de gênero e funk, intolerância, imigração e discriminação, gênero e raça foram as pautas do papo com os profissionais.

Nomes como de Patrícia Vega (Centro de Integração do Imigrante), Gustavo Paiva (Observatório da Educação), Gerson Brandão (Centro Cultural da Juventude), Dudu Braga (Secretaria da Pessoa com Deficiência), Aline Ramos (jornalista – Que Nega é essa?), Renata Prado (produtora – Batekoo) fizeram parte da vivência para aprofundar ainda mais o debate e as percepções das juventudes no Scholas.

Depois das trocas, coleta de dados e demais investigações sobre os temas, no quarto dia, foi hora de definir os compromissos que tomariam para serem parte da mudança que desejavam e, principalmente, elaborar as propostas às autoridades para transformar os números e os cenários das escolas da cidade de São Paulo.

O último dia contou com a presença de Nádia Campeão, vice-prefeita e Secretária Municipal de Educação, Ana Estela Haddad, Primeira-dama da cidade de São Paulo e de Marianne Pinotti, Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, como autoridades para receber as propostas que os estudantes elaboraram ao longo da semana.

Mais do que firmar os compromissos e apresentar as propostas às autoridades presentes, o último dia foi para manifestar os anseios diversos que fazem parte das juventudes da cidade de São Paulo e para se fazer ouvir muitas vozes. Teve sapateado, funk feminista, peça de teatro, dança, música, poesia, graffiti.

A experiência transformou não só a vida dos estudantes mas também de todos aqueles que, de alguma forma, se envolveram nesse processo de investigação, de descobertas e criação coletiva. A passagem pela Argentina, a troca entre seus pares, novas perspectivas, a atuação como facilitador/a no processo de formação de jovens, novos aprendizados, novas desconstruções. Os jovens monitores/as culturais vivenciaram dias intensos em meio às suas próprias inquietações e aos questionamentos e desejos de indivíduos que lutam por transformações não só em suas escolas, mas na sociedade, e que mostram que, para protagonizar suas próprias histórias, a idade pouco importa.