Formação teórica geral

INFORME: PROCESSO SELETIVO – PROGRAMA JOVEM MONITOR CULTURAL  

Inscrições superam as expectativas e aumentam em mais de 400%

27 de janeiro de 2017

A Secretaria Municipal de Cultura (SMC) recebeu inscrições para o programa Jovem Monitor Cultural 2017 entre 23 de dezembro de 2016 e 23 de janeiro de 2017. Trata-se de um programa fundamental para a SMC, considerado referência na formação de jovens para a área cultural.

Neste período, foram recebidas 44 mil inscrições de jovens entre 18 e 29 anos para atuar em vários setores da SMC. A título de comparação, em 2016, foram recebidas oito mil inscrições. Com este número bastante significativo de inscritos, o nosso fluxo de trabalho para a análise precisará ser adaptado, de forma a atender amplamente aos critérios de seleção, entre eles, a pluralidade. Este cuidado é essencial para que o grupo de jovens selecionados para participar uma das principais políticas públicas de cultura e juventude da cidade de São Paulo reflita a sua essência.

O cronograma do edital indica que o resultado da primeira análise sairia a partir do dia 26 de janeiro. Estamos trabalhando para divulgar esta relação dos jovens selecionados para a segunda fase o quanto antes. Para mais informações, acompanhe o Diário Oficial da Cidade de São Paulo, além do site da SMC (www.prefeitura.sp.gov.br/cultura) e do programa (www.jovemmonitorcultural.prefeitura.sp.gov.br), e também as redes sociais oficiais.

Foto: "Nuânsias" - Dayane Fernandes
Com lançamento de livro e abertura de exposição, Jovem Monitor/a Cultural apresenta produções realizadas no programa

Como resultado do processo formativo do Programa Jovem Monitor/a Cultural, nesta quarta-feira, dia 14, a Ação Educativa fará a abertura da exposição “Manas & Monas” e lançará o livro “leve-se”.

“Manas & Monas” é fruto do trabalho do eixo LGBT do LabCult, Laboratório de Experimentações Culturais”, promovido pelo Programa Jovem Monitor/a Cultural em parceria com a Ação Educativa. A exposição, que ficará até final de janeiro na Ação Educativa, conta com dois ensaios produzidos pelos próprios jovens monitores/as. “Afetar” apresenta a afetividade LGBT em espaços marcados por violência e agressões a esta comunidade e “Nuânsias” questiona as representações de gênero expressas pelo corpo.

Um vídeo também foi produzido pelo grupo durante o processo artístico do ensaio “Afetar”. Durante dois meses, foi feito um mapeamento pelo centro de São Paulo dos locais em que gays, lésbicas, bissexuais e transexuais foram vítimas de agressões. A partir desse levantamento, o grupo se mobilizou para ir até esses pontos e demonstrar afeto numa forma de resistência. O vídeo, que tem direção de Beatriz Zilberman, percorre esses pontos dando outro significado a esses locais.

Para a fotógrafa Dayane Fernandes, agente de formação que acompanhou o grupo, um dos objetivos do ensaio é mostrar outras formas de existência. “Não desejamos ser vistas somente como vítimas da sociedade, também somos agentes de transformação e revolução. Desse modo, acreditamos que a nossa luta não é somente composta de dores e sofrimento, mas principalmente de amor”.

Assista o vídeo “Afetar” no Youtube. 

“leve-se” é um livro que reúne poemas, crônicas, lambes e fotografias produzidos pelos/as jovens monitores/as ao longo do ano. A publicação apresenta novos artistas de maneira sensível, fazendo um percurso pela identidade, o coletivo, afetos e diferentes pontos de vista sobre o processo artístico das obras publicadas no livro.

Responsável pela organização da publicação, Aline Ramos conta que o livro apresenta a literatura de uma forma não óbvia. “É nítida a influência da literatura periférica nos textos apresentados, isso é fruto das formações que a Ação Educativa propõe dentro do Programa Jovem Monitor/a Cultural”. Outro destaque são os lambes que dialogam com os textos. “Estou completamente apaixonada pelas imagens do livro. O lambe tem esse poder de nos encantar imageticamente, mas de também apresentar uma outra literatura”, finaliza.

Os lançamentos contarão, ainda, com uma mesa redonda com a poeta Patrícia Cândido e a filósofa Luiza Coppieters, figuras que marcaram tanto a exposição “Manas & Monas”, como o livro “leve-se”. O evento terá transmissão online, para acompanhar, acesse o site da Ação Educativa.

SERVIÇO

Lançamento “leve-se” e abertura da exposição “Manas & Monas”
Data: 14/12
Horário: 19h às 22h
Local: Ação Educativa (Rua General Jardim, 660, Vila Buarque – São Paulo, SP)
Transmissão ao vivo: www.acaoeducativa.org/aovivo
Entrada Gratuita

Nova edição de livro com produções artísticas de jovens monitores/as culturais de SP será lançada pelo Instituto Pólis

Através da criação artística, jovens fazedores e fazedoras de cultura na cidade de São Paulo evidenciam a pluralidade da condição juvenil a partir de suas identidades, realidades e vivências. São fotos, poemas, prosas, imagens, pinturas, desenhos e outras diversas expressões que compõem a segunda edição de “Escritos e Imaginários”, que será lançada na próxima sexta-feira, dia 11 de novembro, às 19h, no Espaço de Exposição do Centro Cultural Galeria Olido, em São Paulo.

Além do lançamento da segunda edição – que será distribuída gratuitamente -, o evento contará com um sarau protagonizado por esses/as próprios/as jovens, onde serão apresentadas poesias e expressões musicais.

Com a coordenação editorial de Hamilton Faria, Valmir de Souza e Wanda Martins, a publicação é composta de produções culturais de jovens participantes do Programa Jovem Monitor/a Cultural (PJMC) da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, sob a coordenação do Instituto Pólis ao longo dos anos 2015 e 2016.

“O livro traz visões de autores/as e artistas jovens, constituído de obras criativas que falam de vivências, experiências e reflexões, com textos e imagens que abordam as condições existenciais e sociais do ser jovem numa grande metrópole”, comenta Valmir de Souza, assessor de formação do PJMC pelo Instituto Pólis.

O livro é composto por duas partes: na primeira parte, jovens escritores/as se apresentam com suas próprias palavras, em escritos inéditos. Na segunda parte, o livro traz imagens, desenhos e fotografias produzidas ao longo de um ano. São criações ecléticas, de variados tons e temas.

A jovem monitora cultural Beatriz Andrade, de 22 anos, atuante no Centro Cultural da Penha, encara o livro como um dos muitos frutos que o Programa Jovem Monitor/a Cultural lhe proporcionou. “O poder de transformação que essa política pública tem vai muito além do lançamento [do livro]. Mudou a minha vida pra melhor. Me encontrei, floresci e iniciei a caminhada de partilhar conhecimentos. É um presente ter feito parte disso. Que muitas e muitos possam vivenciar essa experiência”.

Primeira edição

A primeira edição da coletânea “Escritos e Imaginários” foi lançada no dia 17 de junho no Centro Cultural Galeria Olido com a presença da secretária municipal de cultura de São Paulo, Maria do Rosário Ramalho. Mais de 100 pessoas participaram do sarau e dos pocket shows dos/as ex-monitores/as culturais Uiu Lopes (banda Barato Total), Mirna Neit Félix (banda Café com Pinga), o rapper Muringa DSP, além da discotecagem de Ju Mineira, integrante do projeto Ferro na Boneca. O livro pode ser baixado gratuitamente aqui.

Sobre o Programa Jovem Monitor/a Cultural

Criado pela Lei Municipal 14.968/09 e o Decreto Municipal 51.121/09, o Programa Jovem Monitor/a Cultural (PJMC) visa a formação teórica e prática de jovens entre 18 e 29 anos que atuam no atendimento, produção e difusão da cultura municipal em equipamentos culturais da cidade de São Paulo.

O programa é uma iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo e é desenvolvido através de gestão compartilhada com o Instituto Pólis e a Ação Educativa. O Pólis realiza a formação teórica de jovens monitores/as que atuam em casas de cultura, centros culturais, teatros distritais, Cidadania Cultural e gabinete da Secretaria Municipal de Cultura da Prefeitura de São Paulo. A Ação Educativa realiza a formação teórica de jovens monitores/as que atuam nos centros culturais, nas bibliotecas municipais, no Museu da Cidade e no Arquivo Histórico.

O Programa tem a duração de um ano e conta com formações teóricas às segundas-feiras e formações práticas nos equipamentos culturais durante a semana, acompanhados por agentes de formação in loco.

SERVIÇO:

Lançamento da segunda edição do livro “Escritos e Imaginários”
Data: 11/11/2016 (sexta-feira)
Horário: 19h00 às 21h30
Local: Espaço de Exposição – Centro Cultural Galeria Olido (Avenida São João, 473 – Centro)

 

Protagonismo em movimento: jovens elaboram propostas para transformar a educação da cidade de São Paulo

Jovens monitores/as conduzem grupos de estudantes em imersão sobre intolerância e sistema educacional brasileiro no CEU Cidade Dutra

por Helisa Ignácio

O Programa Jovem Monitor/a Cultural foi convidado, por meio da Secretaria Municipal de Educação e da Secretaria da Pessoa com Deficiência, a participar do Scholas Cidadania, projeto argentino que mobiliza estudantes de diversas escolas privadas e públicas das mais variadas vertentes e localidades sobre um tema do cotidiano dos alunos. Os estudantes paulistas levantaram a Intolerância – racial, gênero, religiosa e social e o Sistema Educacional e seus desafios na cidade de São Paulo como temas essenciais para pensarem propostas.

A semana de imersão contemplou atividades diversas, com variadas linguagens e vivências. O tom do trabalho realizado pelos 300 estudantes, 28 jovens monitores/as culturais e demais facilitadores foi, definitivamente, a diversidade. Se, até então, os encontros que aconteceram no CEU Cidade Dutra em outubro pareciam impensáveis, somente por meio deles que foi possível pensar em transformação para as escolas da cidade de São Paulo.


No primeiro dia, os estudantes construíram a Árvore das Causas, por meio da qual refletiram sobre as problemáticas escolhidas, considerando suas possíveis causas e consequências e, assim, elaboraram hipóteses para trabalharem. O dia seguinte foi para que investigassem mais a fundo tudo o que havia sido levantado: além das pesquisas, elaboraram os instrumentos de coleta de dados e as perguntas para os especialistas com quem conversariam.

No terceiro dia, os alunos puderam buscar mais a fundo os dados sobre as suas temáticas: os grupos se dividiram para ir a campo fazer as entrevistas, bem como para participar das rodas de conversa com especialistas.  Qualidade e infraestrutura educacionais, estatísticas da educação formal, bullying e cyberbullying, acessibilidade, negritude e violência, questão de gênero e funk, intolerância, imigração e discriminação, gênero e raça foram as pautas do papo com os profissionais.

Nomes como de Patrícia Vega (Centro de Integração do Imigrante), Gustavo Paiva (Observatório da Educação), Gerson Brandão (Centro Cultural da Juventude), Dudu Braga (Secretaria da Pessoa com Deficiência), Aline Ramos (jornalista – Que Nega é essa?), Renata Prado (produtora – Batekoo) fizeram parte da vivência para aprofundar ainda mais o debate e as percepções das juventudes no Scholas.

Depois das trocas, coleta de dados e demais investigações sobre os temas, no quarto dia, foi hora de definir os compromissos que tomariam para serem parte da mudança que desejavam e, principalmente, elaborar as propostas às autoridades para transformar os números e os cenários das escolas da cidade de São Paulo.

O último dia contou com a presença de Nádia Campeão, vice-prefeita e Secretária Municipal de Educação, Ana Estela Haddad, Primeira-dama da cidade de São Paulo e de Marianne Pinotti, Secretária Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida, como autoridades para receber as propostas que os estudantes elaboraram ao longo da semana.

Mais do que firmar os compromissos e apresentar as propostas às autoridades presentes, o último dia foi para manifestar os anseios diversos que fazem parte das juventudes da cidade de São Paulo e para se fazer ouvir muitas vozes. Teve sapateado, funk feminista, peça de teatro, dança, música, poesia, graffiti.

A experiência transformou não só a vida dos estudantes mas também de todos aqueles que, de alguma forma, se envolveram nesse processo de investigação, de descobertas e criação coletiva. A passagem pela Argentina, a troca entre seus pares, novas perspectivas, a atuação como facilitador/a no processo de formação de jovens, novos aprendizados, novas desconstruções. Os jovens monitores/as culturais vivenciaram dias intensos em meio às suas próprias inquietações e aos questionamentos e desejos de indivíduos que lutam por transformações não só em suas escolas, mas na sociedade, e que mostram que, para protagonizar suas próprias histórias, a idade pouco importa.

 

Programa Jovem Monitor/a Cultural lança laboratório cultural em São Paulo

LabCult tem como objetivo promover a experimentação no campo da cultura para jovens que atuam nos equipamentos municipais

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Por Letícia Vieira 

Abraçar a diversidade cultural que uma cidade como São Paulo oferece não é tarefa simples. Esse é o desafio do LabCult – Laboratório de experimentações culturais de São Paulo, que tem como objetivo encorajar jovens a transformarem suas realidades colocando-os como protagonistas de suas próprias histórias e ações culturais.

A iniciativa faz parte do Programa Jovem Monitor/a Cultural, programa de formação e experimentação profissional em gestão cultural realizado para as juventudes pela Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo em convênio com a Ação Educativa.

No LabCult SP são trabalhadas todas as etapas da criação, programação e execução de ações culturais. O protagonismo, a empatia, a criatividade e o trabalho em equipe são elementos centrais deste projeto que busca envolver jovens de diferentes regiões da cidade e no engajamento e atuação cultural.

Para abranger vários aspectos da cultura nacional e demandas locais, os/as jovens estão divididos em sete grupos. Os temas abordados são: gênero e feminismo; música; raça e culturas regionais; expressões artísticas; poesia e literatura; LGBTTI e cartografia social. Além disso, há um grupo, integrado pelos jovens, que garante a comunicação e articulação interna e externa das ações culturais.

Ao longo de dois meses cada grupo estará envolvido num projeto. Para a coordenadora pedagógica, Claúdia Soares, o mais importante é que cada jovem passe pelo processo de formação. “Não estamos focados num produto final, mas no que cada grupo pode construir conjuntamente”.

Ao final desse processo, em novembro, cada grupo apresentará em linguagens diferentes o que resultou de seus encontros e discussões. Larissa Vieira, que é jovem monitora no Museu da Cidade, essa tem sido a oportunidade de experimentar um projeto do zero. “Geralmente a gente participa de algo que já está pronto e só precisa finalizar. Ver o processo do zero, você tem a oportunidade de passar por todas as etapas e perceber que tem muito caminho chegar até o final”.

Para acompanhar o LabCult, curta nossa página no Facebook.

Livro com produções artísticas de jovens monitores/as será lançado em SP

No dia 17 de junho, às 19h00, acontecerá no espaço Vitrine do Centro Cultural Galeria Olido o lançamento do livro Escritos e Imaginários, publicação composta de produções culturais de jovens participantes do Programa Jovem Monitor/a Cultural (PJMC) da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, sob a coordenação do Instituto Pólis ao longo dos anos 2014 e 2015. O evento contará com falas, apresentações de poemas e exibição de imagens. Os/as autores/as são jovens monitores/as culturais, e tem a coordenação editorial de Hamilton Faria e Valmir de Souza.

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O livro Escritos e Imaginários traz visões multifacetadas de autores/as e artistas jovens, constituído de obras inaugurais de agentes culturais que expressam seus sentidos existenciais. Durante o curso de um ano, aparecem revelações artísticas em textos que remetem a vivências, experiências e reflexões. Com um repertório amplo, os textos e imagens são de variados tons e temas e abordam as condições existenciais e sociais do “ser jovem” numa grande metrópole, com um olhar crítico e criativo.

O livro é composto por duas partes: na primeira parte, jovens escritores/as que se apresentam com suas próprias palavras, em escritos inéditos. Na segunda parte, o livro traz imagens, desenhos e fotografias produzidas ao longo de um ano. Há também uma seção com obras de grafites feitas no terraço do Instituto Pólis. São criações ecléticas que não passaram por nenhum tipo de seleção. Esperamos que esta publicação contribua para a circulação de produções culturais juvenis da cidade São Paulo.

SERVIÇO:

Lançamento do livro “Escritos e Imaginários”

Data: 17/06/2016 (sexta-feira)
Horário: 19h00 às 21h30
Local: Espaço Vitrine – Centro Cultural Galeria Olido (Avenida São João, 473 – Centro)