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Curadoria e experiência na Bienal da Bahia compõem formação com Jovens Monitores/as

O encontro teve participação de Ana Pato, integrante da equipe de curadoria e pesquisa da 3ª Bienal da Bahia (Museu de Arte Moderna da Bahia)

A palavra curador remete ao latim “curator”, que entre os muitos significados é o “indivíduo encarregado judicialmente de administrar ou fiscalizar bens ou interesses de outrem”, segundo o dicionário. Ou seja, o curador tem a função de cuidar, tomar conta, podendo adquirir diferentes atividades na sociedade, seja no âmbito do direito, como o indivíduo que será responsável pela administração e bens de outra pessoa, instituição; no âmbito religioso, como o curandeiro, aquele que zela espiritualmente por outra pessoa; no campo artístico, é o indivíduo responsável pela coleção de determinada instituição (museus, galerias de arte, entre outros), cuja função é zelar pelas atividades realizadas com esta coleção.

Ana Pato, que conhece na prática e na teoria esta palavra, foi a convidada para compartilhar sua experiência na 3ª Bienal da Bahia junto aos Jovens Monitores/as Culturais do Solar da Marquesa, Arquivo Histórico e OCA, na segunda-feira (11/05), na Ação Educativa.

A palestrante contou que o principal objetivo desta Bienal foi a reconstituição da memória das duas bienais anteriores, em contraponto com a Bienal de São Paulo. Desde os anos 1960, essa é apenas a terceira bienal realizada em território baiano. No seu concebimento, estava atrelada a ideia de que a arte na Bahia devia ser fomentada e acessar, de fato, a cidade. A Bienal, então, se propôs a dialogar e fazer com o que o público interagisse e ajudasse a construir a exposição, por meio de uma série de ações educativas, debates relacionados à reflexão sobre o que estava exposto nas escolas, entre outras atividades.

Para provocar os jovens, Ana lançou uma série de questões para reflexão. “O que é guardado e o que não é?”; “Porque a história só conta o lado do vencedor?”;  “Em relação ao arquivo, porque se preocupam muito com a preservação e não com o acesso?”.

Para finalizar o encontro, reforçou o caráter de ressignificação da memória e de ampliação do acesso da arte ao público, uma das marcas da 3ª Bienal da Bahia, evento realizado no Museu de Arte Moderna da Bahia.

Foto de destaque: Alfredo Mascarenhas para Bienal da Bahia.