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Direito à Memória e à Verdade: passado e presente da ditadura militar é debatido com Jovens Monitores/as das bibliotecas

Valdirene Gomes, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania de São Paulo, trouxe referências sobre o tema e dialogou com jovens monitores/as

“O que vocês sabem a respeito da ditadura?”. Foi assim que Valdirene Gomes, da Coordenação de Direito à Memória e à Verdade da Secretaria de Direitos Humanos de São Paulo, iniciou a formação com os jovens monitores/as culturais das Bibliotecas Públicas de São Paulo na Ação Educativa. O ciclo de formações sobre o tema foi realizado ao longo de dois encontros.

A partir da provocação, os jovens se sentiram à vontade para contar parte de suas impressões e pesquisas a respeito do assunto e o que já acompanharam sobre o tema. A música daquela época, por exemplo, foi uma das observações apontadas como forma de entender melhor, mesmo que por entre linhas, a relação da ditadura com o povo brasileiro.

Val falou dos trabalhos da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania relacionados ao tema. Entre os principais estão a formação de professores na temática e ações com escolas; a distribuição de materiais de referência e atividades culturais para promover a reflexão sobre Direito à Memória e à Verdade; o Grupo de Trabalho DMV; a criação e a instalação da Comissão de Memória e Verdade da Prefeitura de São Paulo; a ocupação do espaço público, através de marcos de memória, logradouros municipais e monumentos em homenagem aos mortos e desaparecidos; e a retomada da identificação dos restos mortais encontrados na Vala Clandestina de Perus.

Direito à Memória e à Verdade: formação em parceria com a SMDHC
Direito à Memória e à Verdade: formação em parceria com a SMDHC

Ela também pontuou que manifestações artísticas foram importantes à época da ditadura, tais como a música e o cinema. Sobre a última, o filme/documentário “30 anos de Anistia” foi exibido durante a formação e Val aproveitou para compartilhar uma lista com nomes de músicas e filmes que remetem à ditadura. Destacam-se:

“Marighela” – Isa Grinspum Ferraz (2011, 97 min)
“O País dos Tenentes” – João Batista de Andrade (1987, 85 min)
“Que Bom Te Ver Viva” – Lúcia Murat (1989, 100 min)
“Verdade 12.528” – Paula Sacchetta e Peu Robles (2013, 55 min)
“Trago Comigo” – Tatá (2009, 40 min)

Val, que já trabalhou no sistema público das bibliotecas, propôs que os jovens pesquisassem no acervo de seus equipamentos livros/filmes sobre o tema e que conversassem com os funcionários e usuários sobre a programação “Luta é Contínua”, identificando no entorno se existem ruas que homenageiam resistentes ou violadores da época da ditadura. Tal programação tem como intuito divulgar a temática nos equipamentos públicos.

Os jovens monitores/as culturais, ao longo do ciclo de formação sobre o tema, puderam se reunir regionalmente para pensar em atividades com o objetivo de realizá-las nas bibliotecas em que atuam.

Para saber mais:
Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania

Foto de destaque: Editorial J