Formação humana e cidadã no Programa Jovem Monitor Cultural

Jovens Monitores discutem números de jovens negros assassinados na cidade de São Paulo
Jovens Monitores discutem números de jovens negros assassinados na cidade de São Paulo

Propor formação autônoma e cidadã aos jovens. Esse é um dos diferenciais do Programa Jovem Monitor/a Cultural (PJMC), que oferece formação e experimentação profissional em gestão cultural para as juventudes, realizado pela Secretaria Municipal de Cultura (SMC) da Prefeitura de São Paulo em parceria com o Centro Integrado de Estudos e Programas de Desenvolvimento Sustentável (CIEDS).

Os 220 jovens, além de atuar em um dos 96 equipamentos públicos de cultura espalhados pela cidade de São Paulo, participam de uma vasta programação de formação. Desde 2008, o foco do PJMC é a formação para a atuação em equipamentos culturais (Bibliotecas, Teatros, Casas e Centros Culturais) da cidade de São Paulo.

Integrado ao processo de formação, foram criados os Grupos de Trabalho (GT), que vêm sendo fundamental para a formação mais humana e cidadã dessas jovens, que têm liberdade de se dividirem para discutir temas complementares ao cronograma oficial do Jovem Monitor.

“Acho os GTs essências no programa porque conseguimos ser protagonistas. Falamos o que precisamos, queremos e discutimos como podemos melhorar na nossa cidade”, afirma Acácio Henrique Batista, 26 anos, jovem monitor que atua na Coordenação de Centros Culturais e Teatros, na Galeria Olido, no centro de São Paulo.

As temáticas a serem desenvolvidas nos GT’s, ao longo das estações formativas, escolhidos pelos próprios participantes do programa, demonstram a inquietude de uma juventude com sede de transformação social.

“A gente entra sem saber como funciona a administração pública e logo começamos a adquirir uma consciência plena do papel social que ocupamos. Trabalhamos juntos em prol de um projeto comum e isso é muito legal”, assegura Acácio.

Os demais temas abordados nos GTs são: Feminismo, preconceito de raça e gênero e estereótipos sociais; Formação PJMC; Políticas públicas culturais; Política de redução de danos; Manifestações indígenas e quilombolas; e Diversidade sexual, gênero e suas expressões artístico-culturais. “Logo percebemos jovens com claro potencial de relevância social e cultural nos grupos”, garante Márcia Giupatto, responsável pela assessoria pedagógica pelo CIEDS.

Os jovens também contam com uma equipe de educadores e agentes de campo que colaboram com a formação e que integram teoria e prática.

Por Toni Cavalcante e Rafael Biazão

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