galeriaolido_destaque

Galeria Olido recebe jovens monitores/as culturais para formação sobre produção

Shows, espetáculos de dança e teatro, oficinas e exposições: essas e outras tantas atividades fazem parte do cotidiano da Galeria Olido, tradicional equipamento cultural da Secretaria Municipal de Cultura (SMC).

Atrás dos palcos, produtores e produtoras fazem tudo acontecer. Para entender a estrutura, o funcionamento e os processos de produção da Galeria Olido, os/as jovens monitores/as culturais participaram, no dia 15 de junho, da formação teórica do Programa Jovem Monitor Cultural (PJMC) desenvolvida pelo Instituto Pólis.

A jovem monitora Lisa Coelho, que atua na Divisão de Produção do Departamento de Expansão Cultural (DEC), compartilhou com os/as demais monitores/as um pouco da rotina de sua atuação.

Segundo ela, é feito o contato com a produção do/a artista, onde é solicitado, uma ou duas semanas antes do evento, o rider técnico contendo a lista de todos os equipamentos necessários e o mapa de palco. O rider é entregue a uma equipe técnica que monta toda a estrutura necessária para a execução do evento. No dia da apresentação, os monitores/as recebem e auxiliam o/a artista e toda sua equipe.

Para Juliana Gervaes, ex-jovem monitora cultural e atualmente integrante da equipe da Divisão de Produção do DEC, o trabalho de produção da Galeria Olido não é fácil. “Existe toda uma estrutura e pessoal por trás para fazer com que todos os eventos daqui da Galeria [Olido] aconteçam”.

“A produção em si tem que estar em você”, afirma Sulla Andreato, que esteve presente compartilhando sua trajetória pessoal e profissional, desde quando trabalhava no Memorial da América Latina até se tornar diretora da Divisão de Produção do DEC, cargo que ocupa atualmente.  Para ela, a produção de eventos se aprende na prática. “Teoricamente, a produção não existe. Ela só funciona porque você tem que ter um pensamento rápido e pensar na solução, nunca no problema. A produção é isso: achar a solução onde às vezes não se vê”.

Sobre o Programa Jovem Monitor Cultural, Sulla diz que é preciso se atentar para que a relação com os/as monitores/as seja de formação e não de trabalho, devido a escassez de funcionários nos equipamentos. “Na Divisão de Produção o jovem nunca é escalado como funcionário. Na minha área eles não trabalham, eles atuam”.

A história da Galeria Olido

Lisa Coelho também trouxe o histórico do equipamento, resgatando suas memórias e transformações. De acordo com a jovem, tudo começou com a inauguração do luxuoso Cine Olido, no dia 13 de dezembro de 1957, pelo empresário português Paulo Sá Pinto. “Ele já tinha uma rede de cinemas e achou que colocar um cinema no centro de São Paulo traria, com certeza, um lucro muito grande. [O Cine Olido] foi o primeiro cinema inaugurado dentro de uma galeria comercial”, explica. Antigamente, o espaço contava com diversos estabelecimentos comerciais.

O Cine Olido foi o primeiro cinema da época a adotar a numeração de poltronas e a compra antecipada de ingressos. Após ser reduzido a três salas na década de 80, fechou as portas em 2001 com a expansão de cinemas em shoppings centers.

Reformado e restaurado, foi inaugurado pela Prefeitura em 2004 se tornando, além de um grande centro cultural, a sede da SMC. Atualmente, possui a sala de cinema Cine Olido, o Ponto de Leitura Olido, o Centro de Memória do Circo e um espaço para exposições. Além disso, conta com o Centro de Dança Umberto da Silva, formado pela Sala Paissandú, voltada a espetáculos, as salas de ensaio Azul, Café e Vermelha, e a Vitrine de Dança, espaço dedicado a aulas e oficinas de dança e também a shows.

Ocupando a Galeria Olido

Os/as jovens participaram de uma visita monitorada pelas salas Olido e Paissandú e Vitrine da Dança, realizada por monitores/as atuantes na Divisão de Produção em companhia de produtores/as da Galeria Olido, onde foram apresentados todos os procedimentos ligados à produção de eventos.

Também participaram de três atividades distintas: uma mini-palestra sobre iluminação e sonorização de shows e duas oficinas corporais, uma com técnicas de dança contemporânea e a outra com percussão.

Na Sala Paissandú, foi apresentado o espetáculo de dança “CiSZa”, da Com[som]antes Cia. de Arte, abordando a representação dos múltiplos sentidos do silêncio. Após a apresentação, os/as jovens puderam conversar com os/as integrantes da companhia sobre o processo de criação da obra. Integra a companhia o jovem monitor cultural Cleber Vieira, que atua no Núcleo de Fomentos à Dança.

O dia também foi marcado por muita arte e música: os/as monitores/as visitaram a exposição “Haiti – Vida e Arte”, que reuniu até o dia 21 de junho mais de 80 obras de artistas haitianos e teve por objetivo valorizar o patrimônio cultural e histórico do país.

E o dia foi finalizado com muita música: foi a vez da jovem monitora e DJ Ju Mineira, integrante da equipe de som da festa “Ferro na Boneca”, discotecar uma seleção de clássicos do rap e da música popular brasileira. O “Ferro na Boneca” é um projeto que visa divulgar a expressão feminina em suas diversas faces, sempre com um repertório de ritmos misturando reggae, soul, afrobeat, funk, sambas, etc.

O jovem monitor Elias Gehrti, do teatro Zanoni Ferrite, e a jovem monitora Maria Fernanda, do Núcleo de Casas de Cultura, interpretaram canções de suas autorias, acompanhados pelas batidas de Ju Mineira. O momento foi de festa e descontração com monitores e monitoras ocupando o palco da Sala Olido.