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Inclusão e acessibilidade são temas de debate em formação específica com Jovens Monitores Culturais

Com o intuito de compreender a questão dentro do trabalho das bibliotecas, os jovens receberam a Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência da cidade de São Paulo

A acessibilidade e o direito à leitura foi tema da formação específica dos Jovens Monitores Culturais das bibliotecas na segunda-feira (10/11) e contou com a presença de uma representante da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência para conduzir a atividade.

Liliane Garcez tem mestrado em Psicologia e Educação e partiu, em sua apresentação, do conteúdo do Plano São Paulo Mais Inclusiva, documento elaborado a partir da necessidade de trazer para o cotidiano das pessoas com deficiência a vivência concreta, o acesso aos direitos, aos serviços e aos bens da cidade. Esse documento foi construído de forma articulada, envolvendo 20 secretarias do município, na tentativa de assegurar uma política pública da cidade de São Paulo que atendesse as diretrizes estabelecidas na Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e no Plano Nacional Viver Sem Limite.

Liliane Garcez conversa com Jovens Monitores Culturais das bibliotecas sobre acessibilidade e direito à leitura
Liliane Garcez conversa com Jovens Monitores Culturais das bibliotecas sobre acessibilidade e direito à leitura (Foto: Equipe Ação Educativa)

Foi exibido também um trecho do vídeo intitulado “A história do movimento político das pessoas com deficiência no Brasil”, desenvolvido pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República em parceria com a Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), que contextualiza as discussões e lutas nesse campo em nosso país.

Liliane apresentou também uma sistematização desse histórico, mapeando as convenções, conferências, políticas públicas e principais debates no campo dos direitos das pessoas com deficiência. Durante a discussão, os jovens levantaram questões sobre tolerância, relatos sobre experiências e dilemas que já enfrentaram nesse sentido e pediram dicas de materiais e softwares que auxiliam na acessibilidade e de cursos de aprofundamento em libras, braile, etc.

A palestrante respondeu às dúvidas e apresentou os principais desafios da área, reforçando sempre que “cada pessoa com deficiência é uma pessoa, portanto as soluções que teremos que achar também são únicas”, concluiu Liliane.