Jovens Monitores desenvolvem habilidades em linguagens de comunicação

Processo formativo apresentou diversas formas para melhorar a atuação dos jovens nos equipamentos

Diversos formatos de comunicação são utilizados como formas de expressão cultural. Pensando nisso, o Programa Jovem Monitor Cultural ofereceu formações em lambe-lambe, rádio, fotografia e Stencil Art. 

As formações iniciaram em janeiro de 2018, em virtude da comemoração dos 464 anos da cidade de São Paulo, e em razão de nosso plano pedagógico prever conteúdos relacionados a capacidade dos jovens de se apropriar e de se expressar por meio de diferentes linguagens. “O objetivo é que, por meio dessa aproximação, os jovens possam intervir no espaço urbano de modo a se apropriar e se expressar”, afirma Marcia Giupatto, responsável pela assessoria pedagógica pelo CIEDS, organização responsável pela realização do Programa Jovem Monitor Cultural.

Oficina de stencil
Oficina de stencil

A Jovem Monitora Luiza da Luiza da Costa Rodrigues, que atua no Centro Municipal de Culturas Negras do Jabaquara – Mãe Sylvia de Oxalá, afirma ter gostado da oficina de rádio. “Pudemos colocar em prática as linguagens artísticas que aprendemos nas formações. Apareceram outras habilidades dos jovens monitores que podem ser utilizadas na prática, nos equipamentos”, declara.

Já Lucas Matias, da Escola Municipal de Iniciação Artística, destacou a importância da oficina de stencil art, definida por ele como uma representação artístico-cultural característica dos grandes centros urbanos. “Foram, ainda, explorados conceitos correlatos ao grafite, picho e a dualidade reverberada pela opinião pública, concernente à caracterização como ato de vandalismo ou livre manifestação do pensamento, intrínsecas a estas linguagens”, conta. Lucas ainda destaca como ponto alto da oficina a experimentação prática, que foi a intervenção nos muros da cidade.

Lambe-lambe que foi colocado na Rua 24 de Maio, atendendo a expectativa de intervenção com a cidade
Lambe-lambe que foi colocado na Rua 24 de Maio, atendendo a expectativa de intervenção com a cidade

A Deisy Cardoso, do Centro Cultural Grajaú, contou que a oficina de lambe-lambe foi interessante para a quebra de barreiras e de preconceitos com a arte. “Achei bem bacana. A gente conversou sobre a diferença entre pichação e grafite e depois fizemos uma atividade em que criamos algumas artes e fomos para as ruas. Tinha uma pessoa na equipe que tinha certo preconceito e foi legal que ela se viu do outro lado, de quem está fazendo a arte. Nunca tinha pego em um spray de tinta e foi uma experiência boa”, revela.

A Thais Chaves, da Casa de Cultura Municipal de Guaianases, contou que a experiência com a oficina de fotografia não poderia ter sido melhor. “Contribuiu para o meu aprendizado em fotografia, como pessoa, cidadã e Jovem Monitora Cultural. Posso aplicar o que aprendi na minha prática no programa. Obrigada ao CIEDS por essa formação que foi uma das melhores que já tivemos até hoje”, agradeceu. Thais ainda destacou que os jovens foram desafiados a desenvolver um novo olhar para a cidade e, com a técnica aprendida na oficina, produziram fotos incríveis.

Segunda a coordenadora do Programa Jovem Monitor Cultural, Liduina Lins, com essas oficinas, era esperado justamente o engajamento de modo que as oficinas aperfeiçoassem os conhecimentos e técnicas de linguagens, e que fosse possível desenvolver novas habilidades, encarando a aprendizagem como processo de colaboração, respeito, de escuta aos pares e de troca de conhecimentos, e que isso pudesse ser levado pelos Jovens Monitores para os equipamentos em que atuam.

Por Rafael Biazão

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