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Oficina de Turbante com Jovens Monitores/as Culturais: processo de embelezamento e resgate da identidade negra

A oficina de turbante ocorreu no dia 08/06, com Denna Hill, do Manifesto Crespo, na Ação Educativa

O Manifesto Crespo é um coletivo que nasceu de discussões sobre as diversas questões do universo da cultura afro-brasileira, suas produções artísticas e estéticas, buscando reconhecer seu valor e fortalecer a memória e a autoestima de mulheres negras e homens negros, numa luta pelo resgate das origens africanas – uma vez que o Brasil conta com a maior população originária da diáspora africana.

Baseado nestas prerrogativas, a formação específica com os Jovens Monitores/as Culturais das bibliotecas municipais de São Paulo foi uma oficina de turbante com foco no resgate e na afirmação da identidade negra. Denna Hill, representante do coletivo, ressaltou que antes de tudo pensa no “corpo negro como centro de partida para pensar e valorizar a estética negra, o cabelo como parte do corpo e também como um dos pontos centrais de cuidado e da beleza”.

Denna separou a turma em vários grupos e distribuiu poemas. Realizou uma atividade com os jovens para introduzir o debate sobre a simbologia do turbante antes de partir para um momento mais prático da formação. Um dos debates que surgiu na dinâmica foi em cima da música “Meu Ébano”, de Alcione, sobre o uso da palavra ébano na canção.

Ela introduziu o uso de turbante a partir da reflexão de que ele integra um processo de embelezamento e um profundo resgate da identidade negra. Ensinou várias técnicas de amarrações, com tecidos de chita e com visco lycra.

Ao final da oficina, motivados/as pela proposta de Denna, os jovens pediram mais temas relacionados às africanidades, em especial a dança africana.

Para saber mais:
Oficinas Manifesto Crespo
Documentário: Tecendo e Traçando a Arte