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Teatro do Oprimido, a exceção e a regra na arte da vida: oficina de teatro e improviso faz parte da formação com jovens monitores/as

Sérgio Audi trouxe experimentações cênicas e jogos teatrais

Sérgio Audi, ator e diretor do Coletivo Núcleo 2 e defensor do conceito de “ator/atriz-educadora/a”, esteve presente na segunda-feira (22/06) junto aos Jovens Monitores/as Culturais do CCJ – Centro Cultural da Juventude, trazendo sua experiência em uma oficina de teatro que contou com diversas experimentações cênicas e cujo objetivo fundamental foi instigar reflexões, discussões políticas e teatrais entre os jovens.

Sérgio tem experiência na área de artes, com ênfase em direção e Interpretação teatral, atuando principalmente nos seguintes temas: popularização do circuito cultural, teatro do oprimido, teatro épico, música popular, direção de atores, teatro físico.

Ele propôs uma atividade de improviso na qual os jovens se organizavam em um círculo e se revezavam na atuação da cena que acontecia no centro da roda. Em clima de concentração e descontração, a atividade rendeu cenas inusitadas e variadas – de caráter lúdico, trágico e político. Por meio desse jogo questionou-se a relatividade do tempo. O tempo de cena é curto? É longo? O que é o tempo?

A dinâmica emblemática do dia foi o jogo conhecido como “Teatro Fórum”, técnica do Teatro do Oprimido. Consiste em uma experimentação artística que busca trabalhar em cena opressões vivenciadas no cotidiano, discuti-las e buscar soluções e táticas de enfrentamento. Por meio desta atividade, a principal da oficina, os jovens problematizaram questões relacionadas ao racismo, a xenofobia, ao machismo, entre outros temas.

Saiba mais:
Artigo “Teatro-fórum: propósitos e procedimentos”.

Foto de destaque: Cia de Teatro Enchendo Laje & Soltando Pipa, por Diego Cavichiolli Carbone