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Tipologias e práticas em Museus é tema da formação dos Jovens Monitores Culturais; visita guiada ao Espaço Pivô amplia conceito

Andréa Vial, museóloga, participou de bate papo com os Jovens Monitores Culturais do Museu da Cidade e do Arquivo Histórico; à tarde, os jovens foram recebidos pela equipe do Espaço Pivô, no centro de São Paulo

Qual o papel dos museus na sociedade atual? E dos arquivos históricos? Quais são as partes elementares que constituem estes equipamentos? Essas e outras perguntas foram lançadas pela pesquisadora e atualmente doutoranda em história social em museus, Andréa Vial, cuja formação realizada na segunda-feira (19/01) refletiu diretamente nos equipamentos dos Jovens Monitores Culturais do Museu da Cidade e do Arquivo Histórico.

O museu, segundo a pesquisadora, seria dividido então em: acervo/coleções; coleta e pesquisa; salvaguarda; e difusão (exposições, projetos educativos, entre outros). No arquivo, a divisão se dá da seguinte maneira: fundos documentais; coleta e pesquisa; salvaguarda (organização, conservação, armazenamento); e acesso à informação/documento.

Traçando a concepção e história dos museus brasileiros, Andréa mostra a evolução dos museus que foram concebidos em um sentido de preservação e pesquisa e atualmente tem na área educativa, de difusão, uma prioridade. “Temos de pensar sempre que os museus estão em permanente transformação”, reflete Andréa.

Para observar dois projetos distintos de museus atualmente, exibiu-se o vídeo documentário do Museu da Maré e outro do MASP – Museu de Arte de São Paulo, respectivamente. “Talvez a principal diferença entre os vídeos seja até mesmo uma questão audiovisual, pois, no primeiro (Maré) a câmera mostrava em visão panorâmica o território da Maré, algo vital para o museu, sendo que no segundo (MASP), o próprio prédio e o acervo foram mostrados como carta de abertura”, comentou um dos jovens.

Os vídeos podem ser acessados em:
Museu da Maré
MASP

O Pivô da Cultura

O que é o pivô? No basquete, é o jogador que dá a sustentação ao time, fica na base para conseguir armar as jogadas. Na odontologia, é uma pequena haste metálica que dá suporte a um dente postiço. Em mecânica, é um eixo vertical fixo a uma peça que, encaixado em outra, faz com que exista o movimento ou a sustentação do todo. Em todos os casos, o pivô é um elemento agregador, que dá sustentação, não sendo o centro dos holofotes, porém sendo essencial por natureza.

O Espaço Pivô, sediado no Copan, um dos cartões-postais da cidade de São Paulo, se fundamentou nestes significados para a apropriação de sua nomenclatura. Em visita ao local, Catarina Duncan, assistente curatorial, guiou os Jovens Monitores do Museu da Cidade e do Arquivo Histórico, explicando os principais programas desenvolvidos no espaço: Pivô Acolhe; Hello Again; Pivô Pesquisa; Ateliê Temporário; e Conduíte.

Jovens monitores/as culturais conhecem o Espaço Pivô, no centro de São Paulo
Jovens monitores/as culturais conhecem o Espaço Pivô, no centro de São Paulo (Foto: Equipe Ação Educativa)

Em um segundo momento, Fernanda Brenner, diretora artística, falou dos principais objetivos do espaço: focar em diminuir a distância entre público transeunte do centro para dentro do espaço; trazer projetos que dialoguem com o território e criem uma reflexão; evidenciar artistas tentando sempre dar totais condições para que realizem seu trabalho da melhor forma e em um tempo maior em relação a outros espaços; e voltar-se para a importância do processo e do fazer artístico.

“Talvez a maior contribuição de uma visita ao Espaço Pivô é de repensar o espaço cultural em uma cidade como São Paulo”, opinou Fernanda.

Para saber mais sobre o Pivô acesse aqui.

Foto de destaque: Nicolas de Camaret